ARCOVERDE E REGIÃONOTÍCIAS

Deputada Luiza Erundina: Assassinato de Clayton Tomaz não pode ficar impune

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) se manifestou por meio de nota, nas redes sociais e foi à tribuna da Câmara dos Deputados, na sessão plenária desta terça-feira (18),manifestar sua indignação e tristeza pela morte do estudante de filosofia da UFPB, Clayton Tomaz, o Alph.

O jovem, que desapareceu no dia 6 de fevereiro, teve seu corpo encontrado numa área de desova,em uma mata às margens de uma estrada em Gramame, com sinais de execução. Erundina cobrou das autoridades do Estado da Paraíba que todas as providências sejam tomadas no sentido de identificar os responsáveis e puni-los exemplarmente.

As investigações  estão sob a responsabilidade do delegado de homicídios  Dr. Carlos Othon. A UFPB informou, por meio de sua assessoria, que não vai se pronunciar sobre o caso porque a morte foi fora do campus.

“Manifesto a minha mais profunda indignação diante da grave notícia do assassinato do estudante da UFPB, Clayton Tomaz, o Alph, desaparecido desde o último dia 6. Solidarizo-me com os pais e amigos desse jovem, cujo futuro foi interrompido pela violência. Exigimos das autoridades do Estado imediatas providências no sentido de chegar aos responsáveis por esse bárbaro crime e que sejam exemplarmente punidos.” #JustiçaParaAlph

 

ASSUNTOS:
Mostrar mais

NOTÍCIAS RELACIONADAS

2 Comentários

  1. O velório de Clayton

    Eu não sei o que aconteceu mas eu sei que ficamos sem ele.

    Eu sei que eu acompanhei o desespero e agonia da minha tia desde o seu desaparecimento até chegar em casa com o corpo do próprio filho já em decomposição.

    Ela em prantos dizia que tinha trazido o filho para casa.

    O corpo não pode ficar no local que ela escolheu pois o local era abafado e o cheiro era forte.

    Ela não abriu mão de velar o corpo, então mesmo com mal cheiro passamos a madrugada lá, chorando, consolando uns aos outros.

    Amanheceu e o cheiro estava cada vez mais forte, vamos, está na hora. Não, só mais um pouquinho, só até 8h, dizia minha tia, alisando o caixão fechado.

    O cortejo até o cemitério ao som de “Como um Zaquel” e outras músicas tristes em um dia nublado, vento, pássaros até parecia que era ele se despedindo.

    Minha tia caminhava com o chapéu e a foto dele, não parecia real, era um pesadelo aquilo, a cada passo o desespero aumentava.

    Chegamos ao cemitério, todos olhando em silêncio, um silêncio ensurdecedor, só o que escutavamos era o som de uma mãe desesperada dizendo aos ossos do avô, avó e padrinho/tio dele que ele havia chegado e que eles cuidassem bem dele.

    E por fim, as últimas palavras da minha tia, enquanto colocavam as coroas de flores na gaveta:

    “Clayton, eu faria tudo outra vez. Vai com Deus, eu te amo”.

    E assim uma mãe ficou sem seu bem mais precioso, quem tem filho pode imaginar o tamanho do sofrimento.

    Nós ficamos sem Clayton mas ele vive, sei que ele estaria feliz vendo toda essa mobilização pela causa dele, a causa que ele acreditava.

    Vai com Deus meu QQ, descansa. A nós resta a saudade e as lembranças lindas de primos, quase irmãos. Te amo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar